quinta-feira, 30 de junho de 2016

Plaquinhas para vasos de temperos: faça você mesmo!

Vejam só que dica ótima do Blog do Elo 7: charmosas plaquinhas para identificar seus vasos de temperos. Fáceis de fazer com este passo-a-passo:

Materiais



Papel cartão de alta gramatura ou papelão
Estilete
Tinta fosca
Pincel
Cola de silicone ou cola branca
Caneta permanente
Garfinho de madeira

Passo a Passo


Comece recortando as placas no papelão. Tenha como base as medidas 10x14cm aproximadamente, mas pode cortar de acordo com o tamanho do seu vaso. (Foto: Blog do Elo7)

Depois de cortar com estilete, pinte com a tinta fosca escolhida. Usamos verde para simular uma mini lousa. Espere secar (Foto: Blog do Elo7)

Cole os garfinhos atrás das placas com cola de silicone ou branca. Deixe secar novamente (Foto: Blog do Elo7)

As plaquinhas de horta estão prontas. Escreva os nomes dos cultivos que tem casa (Foto: Blog do Elo7)
Os Kits completos para o cultivos de seus temperos e ervas em casa, você encontra na www.lojadojardim.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DESIGNER CRIA JOIAS VIVAS USANDO SUCULENTAS

Fonte: Casa&Jardim

Já pensou usar uma planta como acessório fashion? Com as criações de Susan McLeary agora isso é possível. Conheça o trabalho da artista.


As suculentas já conquistaram muitos fãs pelo mundo todo graças às formas charmosas e necessidades de cuidados bem simples. A novidade é que agora elas chegaram às joias. Isso mesmo! Esse é o projeto idealizado pela designer de joias estadunidense Susan McLeary. Ela cria mudas em uma pequena estufa por cerca de 2 e 4 semanas e, após esse período, as plantas são encaixadas na base da joia, onde vai crescer por mais algum tempo. Quando a espécie fica muito maior do que a peça onde está instalada, ela deve ser transferida para um vaso. Mesmo sem a planta, o acessório ainda pode ser utilizado. Por enquanto, Susan vende suas peças no site Etsy, que entrega no Brasil. Abaixo, veja algumas das criações da designer:







quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Jabuticaba


Das palavras do tupijaboti (cágado) + guaba (alimento). Literalmente, o alimento dos jabotis.
Nome de origem indígena que significa, em tupi, jabuti (animal silvestre, parecido com a tartaruga), caba (lugar onde), por ser comum a existência deste animal nas proximidades das jabuticabeiras, alimentando-se dos frutinhos que caiam no chão. Estes índios consumiam a jabuticaba na forma natural ou em bebida fermentada que preparavam.

Árvore frondosa, de folhas verdes e lustrosas, que se encontra em estado nativo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. ? Na época da floração, a árvore inteira, da base do tronco até a extremidade dos galhos mais finos, cobre-se de umas flores brancas e pequenas. Os frutos são bagas roxas quase pretas, de tamanho variável, com casca grossa e polpa branca e suculenta. A casca contém uma substância corante que os índios utilizavam para fazer uma espécie de vinho. A jabuticaba pode ser comida ao natural, mas também se presta para geléias e licores.

Segundo Lívia Nogueira, nutricionista do Oba Hortifruti, os benefícios não param por aí. “A jabuticaba protege e estimula a reparação dos tecidos ricos em colágeno, principal proteína da pele, auxiliando assim no combate as rugas.”


A fruta pequenina, de formato arredondado e de cor roxa-escura, ainda vai além: auxilia na redução do colesterol, ajuda na melhora da circulação sanguínea, as defesas imunológicas também e apresenta propriedades anticancerígenas, entre muitos outros benefícios.

Em razão da presença de antocianinas, a jabuticaba tem uma potente ação antioxidante, ajuda a varrer as moléculas instáveis de radicais livres. Ultimamente surgem estudos apontando que substâncias antioxidantes também auxiliam a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.

Além da suculenta polpa branca do interior, a casca pode ser consumida junto com sucos e na preparação de geleias. A nutricionista Lívia Nogueira lembra que a casca é rica em substâncias que trazem diversos benefícios a saúde. “A antocianina é capaz de prevenir o envelhecimento precoce, e a pectina auxilia na redução da velocidade de absorção dos alimentos, à medida que são ingeridos”, completa.

Na hora da compra prefira as jabuticabas que estiverem viçosas, firmes, brilhantes e sem rachaduras e picadas de insetos. Deixe para lavar a fruta somente na hora de consumir, pois ela é muito sensível e sua fermentação começa imediatamente após a colheita.



O texto a seguir foi enviado pelo colaborador deste site, Lelington Lobo Franco.

Jabuticaba: uma amiga do coração
Nativa do Brasil, e com o nome científico Myrcia cauliflora Berg, ela costuma medir entre 6 e 9 metros e é conhecida desde o período do descobrimento.
"A espécie é encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul", diz o engenheiro agrônomo João Alexio Scarpare Filho, da Esalq. Segundo ele, a palavra jabuticaba é tupi e quer dizer "fruto em botão". A jabuticaba é a matéria-prima de delícias já conhecidas, como a geléia, licor e, também, uma espécie de vinho.
Em 100 gramas ou 1 copo, temos: calorias 51, vitamina C 12 mgm, Niacina 2,50 mg, ferro 1,90 mg e fósforo 14 g

Características da fruta
Atributos para essa fruta tipicamente brasileira é o que não faltam. Vitaminas, fibras e sais minerais aparecem nela ao montes. Agora, para melhorar ainda mais esse perfil nutritivo, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas descobriram que ela está cheia de antocianinas, substâncias que protegem o coração. Mais uma razão para que a jabuticaba esteja sempre no seu cardápio.

Ela ganha até da uva e, provavelmente, do vinho tinto, que são festejados no mundo inteiro por evitarem infartos. Você vai conhecer agora uma revelação científica - e das boas - que acaba de cair do pé. A química Daniela Brotto Terci nem estava preocupada com os problemas que se passam com o coração. Tudo o que ela queria, em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, era encontrar na natureza pigmentos capazes de substituir os corantes artificiais usados na indústria alimentícia.

E, claro, quando se fala em cores a jabuticaba chama a atenção. Roxa? Azulada? Cá entre nós, jabuticaba tem cor de... jabuticaba! Mas o que tingiria a sua casca? A cientista ficou surpresa e impressionada ao verificar: enormes porções de antocianinas, foi a resposta.
As antocianinas são pigmentos responsáveis por uma variedade de cores atrativas e brilhantes de frutas, flores e folhas que variam do vermelho vivo ao violeta e azul. Daniela jamais tinha suspeitado de que havia tanta antocianina ali, na jabuticaba; aliás, nem ela e nem ninguém mais.

"Os trabalhos a respeito dessa fruta são muito escassos", tenta justificar a pesquisadora, que também mediu a dosagem de antocianinas da amora e da uva. Ironia, o fruto da videira saiu perdendo no ranking, enquanto o da jabuticabeira... Dê só uma olhada, o número representa a quantidade de miligramas das benditas antocianinas por grama da fruta:
  • Jabuticaba: 314
  • Amora: 290
  • Uva: 227
As atocianinas é que dão as cores 
"Se um fruto tem cor arroxeada é porque elas estão ali", entrega a nutricionista Karla Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, no Rio de Janeiro. No reino vegetal, esse tingimento serve para atrair os pássaros. "E isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie", explica Daniela Terci, da Unicamp.

Uso medicinal
Para a Medicina, o interesse nas antocianinas é outro. "Elas têm uma potente ação antioxidante", completa a pesquisadora de Campinas. Ou seja, uma vez em circulação, ajudam a varrer as moléculas instáveis de radicais livres.
Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para a gente compreender por que a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento. Ultimamente, surgem estudos apontando uma nova ligação: as tais substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.
Se a maior concentração de antocianinas está na casca, não dá para você simplesmente cuspi-la. Tudo bem, engolir a capa preta também é difícil. A saída, sugerida pelos especialistas, é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias; a boa notícia é que altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas.

O professor Lelington conta que costuma mastigar as cascas e engoli-las; além das antocianinas, ela evita a prisão de ventre. Ele também mastiga as sementes e as engole, pois contém elementos antialérgicos.
Segundo ele, as antocianinas são os pigmentos presentes nos vacúolos de plantas responsáveis por fantásticas exibições de vermelho e azul na Natureza e por fabulosas alterações das cores das folhas de determinadas plantas no Outono.

Existem diferentes antocianinas naturais. Os corantes de antocianina são fabricados normalmente a partir de cascas de uva e de jabuticaba. Devido à solubilidade e à mudança de cor em função do pH, este corante possui uso restrito a produtos que normalmente são fabricados a partir de alimentos que contém frutas: sorvetes de uva, geléias, vinhos compostos etc.
Os pigmentos naturais, que dão a algumas frutas e vegetais a cor avermelhada, azul ou roxa, contribuem para a diminuição do número de células cancerígenas no organismo e, em alguns casos, podem mesmo causar a sua extinção; tornando-os, assim, uma importante ajuda no combate ao câncer, afirma um estudo realizado por cientistas norte-americanos.

Frutas e vegetais que contenham um número elevado destes pigmentos, como a acerola e a beterraba, são mais eficazes em desacelerar o crescimento de células cancerígenas. Em 20% dos casos, podem mesmo extingui-las. Mas os benefícios não param por aí, alimentos menos ricos nestes pigmentos, como o rabanete e o morango, diminuem o crescimento do câncer do colón entre os 50% e os 80%.
Estes resultados são a conclusão de um estudo que combina testes de laboratório em células cancerígenas humanas e experiências em animais, citado pelo The Guardian. O objetivo é saber se há uma relação entre uma dieta rica nestes alimentos e o baixo risco de desenvolver um câncer, tal como foi apresentado no encontro da American Chemical Society, nos EUA.
Os componentes destes pigmentos pertencem a um grupo denominado por antocianinas que, por ser um antioxidante, dificulta a sua absorção pela corrente sanguínea. Estes componentes viajam do estômago até ao intestino delgado. Os cientistas acreditam que no conseguir percorrer este caminho está o segredo para as suas propriedades anti-cancerígenas.

O próximo passo é saber se os componentes destes pigmentos podem ser modificados de modo a torná-los ainda mais poderosos. Foram identificados 600 antocianinas diferentes e os pesquisadores já analisaram a sua composição. Sabe-se que as antocianinas são responsáveis pela pigmentação de alimentos, flores e folhas, e a sua cor varia entre o vermelho vivo, o azul e o violeta.
Os benefícios destes alimentos, como a acerola, camu-camu - muito usados em sumos naturais -, foi testado em ratos. Os animais sofriam de câncer do colón e, ao fazerem uma dieta à base de antocianinas extraídas de frutas, o seu estado clínico melhorou entre 60% e 70% em comparação com outro grupo que não se alimentou destas frutas.

Além do câncer, em particular o do cólon, estes alimentos ajudam a combater ainda doenças cardiovasculares e a formação de coágulos no sangue. (contém em sua maioria potássio). Os sucos, particularmente, rendem experiências bem coloridas. A nutricionista Solange Brazaca, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, interior paulista, dá lições que parecem saídas da alquimia: "Misturar a jabuticaba com o abacaxi resulta numa bebida azulada", ensina. "Já algumas gotas de limão deixam o suco avermelhado. "As variações ocorrem devido às diferenças de Ph e pela união de pigmentos ácidos.
Mas, vale lembrar a velha máxima saudável: Bateu, tomou!
"Luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras", diz a professora. Não é só a saúde que sai perdendo: o líquido fica com cor e sabor alterados. Aliás, no caso da jabuticaba, há outro complicador. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore.
"Como tem muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita", conta a engenheira agrônoma Sarita Leonel, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. A dica é guardá-la em saco plástico e na geladeira. Agora, para quem tem o privilégio de ter uma jabuticabeira, a professora repete o que já diziam os nossos avós: "Jabuticaba se chupa no pé".

A parte branca tem seu valor
A bioquímica Edna Amante, do laboratório de frutas e hortaliças da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns nutrientes da parte branca e mais consumida da jabuticaba: "É na polpa que a gente encontra ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda nos ajuda a eliminar toxinas."
Ufa! E não só nessa polpa, mas também na casca escura, você tem excelentes teores de pectina. "Essa fibra tem sido muito indicada para derrubar os níveis de colesterol, entre outras coisas", conta a nutricionista Karla Silva.
Um novo estudo da Universidade de Georgia, nos EUA, demonstrou que a pectina, um tipo de fibra encontrado em frutas e hortaliças e utilizada na confecção de geléias e outros alimentos consegue eliminar as células cancerígenas da próstata em até 40%.
O estudo publicado na edição de agosto de 2007 da revista Glycobiology, demonstrou que a pectina inclusive conseguiu eliminar células que geralmente não respondem à terapia hormonal e por isto são de difícil tratamento com as medicações disponíveis no momento.

Em outros estudos, diz o professor Lelington, a pectina esteve relacionada com redução do colesterol e dos níveis de glicose no sangue além de reduzir a divisão celular prevenindo câncer de pulmão e tumores no cólon.
O time de pesquisadores agora está envolvido na identificação da menor estrutura dentro da pectina, capaz de induzir à morte de células cancerígenas a fim de fabricar medicamentos e alimentos com mais benefícios à saúde.
A pectina faz uma excelente dobradinha com as antocianinas no fruto da jabuticabeira. Daí o discurso inflamado dessa especialista, fã de carteirinha: "A jabuticaba deveria ser mais valorizada, consumida e explorada". Nós concordamos, e você?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Curiosidades sobre as comidinhas de Natal e Ano Novo

As festas de final de ano estão chegando e, com elas, algumas comidinhas que infalivelmente estarão presente na maioria das mesas do Brasil. Vale a pena conhecer algumas curiosidades sobre elas!

"As comidas carregam a simbologia da fartura”, diz o escritor e antropólogo Raul Lody. Os grãos, por exemplo, remetem à quantidade e multiplicidade. “Arroz, lentilha, feijão, milho: todos, no imaginário popular, simbolizam a fertilidade”, completa Lody. O peixe também é um clássico na ceia de ano-novo. “Em diversas culturas ele faz alusão à partilha e purificação”.
São costumes seculares, difíceis de serem identificados em uma linha cronológica. O que se sabe é que seus significados nasceram ou da mitologia ou da tradição cristã, além dos ciclos naturais, como a época das colheitas. Isso porque muitos povos europeus cultivavam rituais pela fecundidade da terra e pela fartura de alimentos – afinal, em outros tempos não era nada fácil sobreviver a geadas, tempestades ou períodos de seca. 

No caso Ano Novo, alguns alimentos são cercados de poderes especiais, capazes de trazer, sorte, fatura, saúde e felicidade. As tradições que inspiram os rituais gastronômicos do réveillon não contam, obviamente, com nenhuma comprovação científica. De qualquer modo, é difícil achar alguém que nunca tenha se rendido a uma das “simpatias”, mesmo que por pura diversão. 

Peixes “Eles simbolizam a purificação por meio de seu habitat, a água. Além de serem férteis e se reproduzirem graças a uma infinidade de ovas, os peixes quase nunca andam sozinhos”, anota Dias. “Quem os consome espera obter todas essas sortes”. O bacalhau, clássico nas ceias brasileiras, é uma herança da colonização portuguesa que, além da simbologia religiosa, durante muitos anos foi a base da alimentação lusa por ser barato e de fácil conservação nos períodos de estiagem. “Com o passar do tempo veio a escassez e ele passou a ser um peixe nobre, consumido em ocasiões especiais”. 
Porco Os porcos são animais polêmicos na história da civilização. Enquanto algumas culturas consideram sua carne impura, outras o tratam como animal resistente, parrudo e que busca oportunidades – já que "fuça" para frente. Por isso, é bem-vindo na ceia de ano-novo. “Os camponeses italianos fazem uma festança para celebrar mais um ano de trabalho. O pé de porco com lentilhas é um prato tradicional de boa sorte”, relata Dias. Segundo ele, os alemães também prezam a carne suína na virada e degustam costelinhas e joelho de porco com lentilhas e chucrute. “No México o forte é o menudo, sopa feita com miúdos de porco condimentados”.
Lentilha e outros grãos Eles trazem a expectativa da fertilidade na maioria das culturas. “São a base da alimentação na história da civilização”, diz Lody. O arroz, o trigo e o feijão alimentam nações por gerações. Para os orientais, o mais simbólico deles é o arroz, considerado o grão da vida. “Chineses, japoneses e indus consomem o arroz em diversas receitas na esperança de prosperidade”, afirma Dias. No caso da lentilha, diz a lenda que ela deve ser o primeiro alimento a ser ingerido na ceia para que não falte dinheiro e saúde durante o ano. Isso porque as sementes esverdeadas, da família das leguminosas, incham e dobram de tamanho depois de cozidas.
Romã, uvas e outras frutas Repletas de sementes ou nascidas em cachos, elas trazem a ideia de multiplicidade e fartura. “A uva é nobre em muitas culturas. É a fruta que dá o vinho de Baco, o deus mitológico dos excessos, da fartura e das festividades”, explica Lody. A romã, por sua vez, carrega a simbologia religiosa. “Para os judeus, comer essa fruta no ano-novo judaico é questão de virtude e, ao comer algumas de suas sementes, o homem estaria reforçando suas qualidades". O peso religioso da romã também aparece no catolicismo. No dia de Reis, costuma-se comer algumas sementinhas e guardá-las na carteira para ter sorte e riqueza ao longo do ano”, descreve Lody. Para o escritor, as frutas também ganham espaço nas ceias devido à sazonalidade, como é caso do figo. “É natural que se busquem alimentos mais abundantes e acessíveis neste período. As frutas da estação pautam e alimentam as tradições”, completa.
Frutas secas e castanhas Elas sempre estiveram associadas à fartura e à sorte por serem alimentos resistentes, possíveis de ser armazenados durante muitos dias para garantir a alimentação. "Nozes, castanhas, avelãs suportavam o inverno rigoroso no hemisfério norte e as frutas secas eram a forma mais eficaz de conservação durante os períodos de tempo ruim”, justifica Lody. Outro aspecto apontado pelo professor Dias diz respeito ao tom lúdico dos doces à base de frutas: "Ao comê-los na virada espera-se que se tenha um ano de igual doçura. Os judeus costumam degustar maçãs embebidas em mel, sem contar a infinidade de sobremesas de tradição ocidental”, completa Dias.

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desejos 2015